1. Circuncisão
a. Este ritual consistia no corte do prepúcio da criança do sexo masculino aos oito dias de nascimento (Gn 21:1-7).
b. A criança só poderia ser circuncidada se tivesse debaixo daquele pacto que Deus havia feito entre Deus e a descendência de Abraão; pacto este no qual YAHWEH prometia ser o Deus dos que exerceriam fé em seu nome, e Deus da descendência destes (Gn 17:9-14).
c. Os gentios adultos poderiam ser circuncidados, bastando-lhes para isto a conversão ao Deus de Israel. Nesta conversão e circuncisão, os gentios obtinham para si a graça de colocarem seus filhos sob o pacto da graça.
d. A circuncisão possuía, também, um caráter nacionalista, pois a circuncisão diferia aqueles que pertenciam ou não a nação judaica.
e. Embora a circuncisão tivesse de fato um aspecto nacional e político pois indicava quem pertencia ou não a nação de Israel, contudo não são poucos os textos do V.T. que a representam como tendo um aspecto mais profundo e espiritual (Dt 10:16;Cl 2:11), ou seja, uma purificação espiritual pela qual o povo judeu deveria passar afim de poderem estar em plena comunhão com Deus; e não somente isto, mas também esta circuncisão praticada no Velho testamento representava na mente dos escritores inspirados aquela purificação que o Messias viária trazer sobre o povo do pacto da graça. Diante disto, asseveramos que a circuncisão, de fato, em sombra, representava a graça da regeneração tão claramente exposta no Novo Testamento. É por isso, então, que encontramos as várias citações tanto no V.T.como no N.T. a respeito da circuncisão no coração (Dt 10:16, 30:6). Esta afirmação que a circuncisão simbolizava a regeneração decorre do fato que, assim como a água é um símbolo universal de purificação, a circuncisão também o é, pois é profilaxia contra doenças, e, simbolicamente é a retirada da carne = carnalidade = pecado. Vejamos a baixo o quadro ilustrativo sobre os aspectos relacionados à circuncisão.
| TEXTOS | A CIRCUNCISÃO Simbologia | O BATISMO CRISTÃO Simbologia | TEXTOS |
| Gn 17:11 | Aliança | Aliança | At 2:39 |
| Gn 17:14 | Nacionalidade terrena | Nacionalidade espiritual | I Pe 2:9 |
| Rm 4:9-12 | Realidades espirituais | Realidades espirituais | Mc 16:16 |
| Gn 17:14 | Pertencia ao povo de Deus | Pertencia ao povo de Deus | At 2:38-41 |
| Rm 4:9-12 | Fé | Fé | Mc 16:16 |
| At 15:1-5 | Conversão | Conversão | At 9:17,18 |
| Dt 10:16 e Cl 2:11 | Purificação | Purificação | At 2:37-38 |
| As crianças podiam participar | As crianças podem participar | ||
1. Unção
Conceito
Ungir era o ato de se derramar um precioso óleo sobre a cabeça de certas pessoas com o fim de separa-las para um ofício ou objetos, tirando-os do uso comum para o uso exclusivo do culto a Deus (Lv 8:1-12).
Material
O material usado para nesta cerimônia era um óleo especialmente feito para estas ocasiões importantes e que não poderia ter outra utilização, a não ser esta (Ex 30:22-33).
Símbolo
Este óleo representava a presença do Espírito Santo na vida do homem de Deus (Lc 4:16-18).
Quem recebia
Sacerdotes (Lv 8:1-12), reis (I Sm 16:11-13) e profetas (Is 61:1)
Implicações
A unção foi o ritual pelo qual o Salvador veio a ser identificado no V.T. uma vez que todos esperavam a vinda do x;yvime, ou seja, aquela pessoa cheia do poder do Espírito Santo, autoridade e poder, descendente de Davi (Sl 2:2 // At 13:32 // Hb 1:5; Dn 9:25, 26), para realizar cabalmente a vontade de YAHWEH sobre a vida de Israel.
Por isso, não foi sem propósito, que Mateus
Ihsouj o” legomenoj Cristo,j...
Jesus o chamado Cristo...
autoj gar swsei ton laon autou/
ele pois salvará o povo dele
De fato, todas as unções apontavam para aquela unção maior na qual, em uma só pessoa, se faria plena. Jesus, como profeta, sacerdote e rei, em seu batismo, recebeu realísticamente aquilo que a cerimônia da unção representava, ou seja, a plena presença do Espírito Santo na sua vida. Isto posto, então, entendemos que o nome de Jesus Cristo era tão somente Jesus, mas veio a ser designado como o”” Cristo,j [o Cristo], pois:
1. tanto os seus discípulos (Mt 16:16),
Su ei o Cristoj o uioj tou Qeou tou zwntoj
Tu eis o Cristo o filho do Deus vivo
2. como os samaritanos (Jo 4:29),
mhti ou-toj estin o Cristo,j
não este será o Cristo?
reconheceram que ele era o messias. E assim nós escrevemos paralelamente os termos “Cristo” e “Messias” para lembrarmos que estas duas palavras tem o mesmo significado, ou seja, “ungido”. Vejamos isto no texto de Jo 4:25.
legei autw h gunh Oida oti Messiaj ercetai o legomenos Cristo,j
Diz ele a mulher: Sei que Messias vem o chamado Cristo
x;yvime messiaj Cristo,j ungido
2. Nazireado (Nm 6)
Narizeu, em hebraico rh°z²b, derivado de r³z²b “separar”, “consagrar”, “abster-se”. Em Israel, nazireu era aquele que se separava dos outros ao consagrar-se a YAHWEH mediante um voto especial.
A origem da prática é pré-mosaica e obscura. Os semitas e outros povos primitivos freqüentemente deixavam seus cabelos compridos durante algum empreendimento que exigia o auxílio divino, e depois consagravam seus cabelos.
3.1 Proibições
O nazireu impunha sobre si mesmo certas observâncias que tinham como finalidade evidenciar diante da comunidade a sua completa consagração a Deus e abstinência das coisas consideradas comuns. Vejamos cada uma delas:
a O nazireu tinha que abster-se de vinho e bebidas intoxicantes, de vinagre e de passas, em fim, de tudo que tinha relação coma vide.
b. Não podia cortar o cabelo durante o período de sua consagração. Fato interessante é que apalavra ryzin é aplicada a uma vinha em Lv 25:5,11; vinha esta que devia ficar sem poda durante o ano sabático e deixada para crescer por si só.
c. Não podia aproximar-se de qualquer cadáver, nem mesmo de seus parentes mais chegados, proibição essa que também se aplicava no caso do sumo sacerdote.
3.2 Violação
Se esta última regra chegasse a ser violada, o nazireu tinha de submeter-se a ritos purificatórios. É notável, todavia, que as condições do voto do nazireado não excluía a realização de outros deveres domésticos e sociais.
3.3 Término
