terça-feira, 5 de maio de 2009

1. Circuncisão

a. Este ritual consistia no corte do prepúcio da criança do sexo masculino aos oito dias de nascimento (Gn 21:1-7).

b. A criança só poderia ser circuncidada se tivesse debaixo daquele pacto que Deus havia feito entre Deus e a descendência de Abraão; pacto este no qual YAHWEH prometia ser o Deus dos que exerceriam fé em seu nome, e Deus da descendência destes (Gn 17:9-14).

c. Os gentios adultos poderiam ser circuncidados, bastando-lhes para isto a conversão ao Deus de Israel. Nesta conversão e circuncisão, os gentios obtinham para si a graça de colocarem seus filhos sob o pacto da graça.

d. A circuncisão possuía, também, um caráter nacionalista, pois a circuncisão diferia aqueles que pertenciam ou não a nação judaica.

e. Embora a circuncisão tivesse de fato um aspecto nacional e político pois indicava quem pertencia ou não a nação de Israel, contudo não são poucos os textos do V.T. que a representam como tendo um aspecto mais profundo e espiritual (Dt 10:16;Cl 2:11), ou seja, uma purificação espiritual pela qual o povo judeu deveria passar afim de poderem estar em plena comunhão com Deus; e não somente isto, mas também esta circuncisão praticada no Velho testamento representava na mente dos escritores inspirados aquela purificação que o Messias viária trazer sobre o povo do pacto da graça. Diante disto, asseveramos que a circuncisão, de fato, em sombra, representava a graça da regeneração tão claramente exposta no Novo Testamento. É por isso, então, que encontramos as várias citações tanto no V.T.como no N.T. a respeito da circuncisão no coração (Dt 10:16, 30:6). Esta afirmação que a circuncisão simbolizava a regeneração decorre do fato que, assim como a água é um símbolo universal de purificação, a circuncisão também o é, pois é profilaxia contra doenças, e, simbolicamente é a retirada da carne = carnalidade = pecado. Vejamos a baixo o quadro ilustrativo sobre os aspectos relacionados à circuncisão.


TEXTOS

A CIRCUNCISÃO

Simbologia

O BATISMO CRISTÃO

Simbologia

TEXTOS

Gn 17:11

Aliança

Aliança

At 2:39

Gn 17:14

Nacionalidade terrena

Nacionalidade espiritual

I Pe 2:9

Rm 4:9-12

Realidades espirituais

Realidades espirituais

Mc 16:16

Gn 17:14

Pertencia ao povo de Deus

Pertencia ao povo de Deus

At 2:38-41

Rm 4:9-12

Mc 16:16

At 15:1-5

Conversão

Conversão

At 9:17,18

Dt 10:16 e Cl 2:11

Purificação

Purificação

At 2:37-38

As crianças podiam participar

As crianças podem participar



1. Unção

Conceito

Ungir era o ato de se derramar um precioso óleo sobre a cabeça de certas pessoas com o fim de separa-las para um ofício ou objetos, tirando-os do uso comum para o uso exclusivo do culto a Deus (Lv 8:1-12).

Material

O material usado para nesta cerimônia era um óleo especialmente feito para estas ocasiões importantes e que não poderia ter outra utilização, a não ser esta (Ex 30:22-33).

Símbolo

Este óleo representava a presença do Espírito Santo na vida do homem de Deus (Lc 4:16-18).

Quem recebia

Sacerdotes (Lv 8:1-12), reis (I Sm 16:11-13) e profetas (Is 61:1)

Implicações

A unção foi o ritual pelo qual o Salvador veio a ser identificado no V.T. uma vez que todos esperavam a vinda do x;yvime, ou seja, aquela pessoa cheia do poder do Espírito Santo, autoridade e poder, descendente de Davi (Sl 2:2 // At 13:32 // Hb 1:5; Dn 9:25, 26), para realizar cabalmente a vontade de YAHWEH sobre a vida de Israel.

Por isso, não foi sem propósito, que Mateus em seu Evangelho (Mt 1:16,21), escreveu:

Ihsouj o” legomenoj Cristo,j...

Jesus o chamado Cristo...

autoj gar swsei ton laon autou/

ele pois salvará o povo dele

De fato, todas as unções apontavam para aquela unção maior na qual, em uma só pessoa, se faria plena. Jesus, como profeta, sacerdote e rei, em seu batismo, recebeu realísticamente aquilo que a cerimônia da unção representava, ou seja, a plena presença do Espírito Santo na sua vida. Isto posto, então, entendemos que o nome de Jesus Cristo era tão somente Jesus, mas veio a ser designado como o”” Cristo,j [o Cristo], pois:

1. tanto os seus discípulos (Mt 16:16),

Su ei o Cristoj o uioj tou Qeou tou zwntoj

Tu eis o Cristo o filho do Deus vivo

2. como os samaritanos (Jo 4:29),

mhti ou-toj estin o Cristo,j

não este será o Cristo?

reconheceram que ele era o messias. E assim nós escrevemos paralelamente os termos “Cristo” e “Messias” para lembrarmos que estas duas palavras tem o mesmo significado, ou seja, “ungido”. Vejamos isto no texto de Jo 4:25.

legei autw h gunh Oida oti Messiaj ercetai o legomenos Cristo,j

Diz ele a mulher: Sei que Messias vem o chamado Cristo

x;yvime messiaj Cristo,j ungido

2. Nazireado (Nm 6)

Narizeu, em hebraico rh°z²b, derivado de r³z²b “separar”, “consagrar”, “abster-se”. Em Israel, nazireu era aquele que se separava dos outros ao consagrar-se a YAHWEH mediante um voto especial.

A origem da prática é pré-mosaica e obscura. Os semitas e outros povos primitivos freqüentemente deixavam seus cabelos compridos durante algum empreendimento que exigia o auxílio divino, e depois consagravam seus cabelos.

3.1 Proibições

O nazireu impunha sobre si mesmo certas observâncias que tinham como finalidade evidenciar diante da comunidade a sua completa consagração a Deus e abstinência das coisas consideradas comuns. Vejamos cada uma delas:

a O nazireu tinha que abster-se de vinho e bebidas intoxicantes, de vinagre e de passas, em fim, de tudo que tinha relação coma vide.

b. Não podia cortar o cabelo durante o período de sua consagração. Fato interessante é que apalavra ryzin é aplicada a uma vinha em Lv 25:5,11; vinha esta que devia ficar sem poda durante o ano sabático e deixada para crescer por si só.

c. Não podia aproximar-se de qualquer cadáver, nem mesmo de seus parentes mais chegados, proibição essa que também se aplicava no caso do sumo sacerdote.

3.2 Violação

Se esta última regra chegasse a ser violada, o nazireu tinha de submeter-se a ritos purificatórios. É notável, todavia, que as condições do voto do nazireado não excluía a realização de outros deveres domésticos e sociais.

3.3 Término

No fim do seu período de voto, o nazireu tinha de oferecer diversos sacrifícios prescritos,e em seguida cortar seus cabelos e queimá-los sobre o altar. Depois de certas ações rituais levadas a efeito pelo sacerdote, o nazireu ficava livre de seu voto.




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Doutorando em Ciências da Religião (PUC-GO), Mestre em Ciências da Religião (PUC-GO), Licenciatura em Pedagogia (UVA-CE), História (UVA-CE), Matemática (UNIFAN-GO) e Bacharel em Teologia (FACETEN-Ro). Professor de Metodologia do Ensino da Matemática; Metodologia do Ensino das Ciências Naturais; Educação e Cultura; Fundamentos Epistemológicos da Educação e Educação, Sociedade e Meio Ambiente, Filosofia, Ética, Ciências Políticas (FANAP).